O governo chinês adotou uma atitude mais aberta em relação a alimentos geneticamente modificados, apesar de algumas polêmicas que ainda rondam o assunto. O Ministério da Agricultura, no entanto, deixou claro que “não há plantações comerciais de culturas transgênicas na China agora”, e não indicou se permitirá isso mais tarde, disse o professor do Instituto de Botânica da Academia Chinesa de Ciências Jiang Gaoming.
Em resposta a ampla repercussão da mídia sobre os alimentos geneticamente modificados (GM), o Ministério disse que a aprovação para a importação de sementes transgênicas ainda não foi concedida.
Um representante oficial do Ministério da Agricultura chinês disse que os certificados de importação só foram dados ao algodão, soja e milho para serem usados em materiais processados ou ração.
Em novembro, o ministério emitiu certificados de bio-segurança a dois tipos de milho e arroz transgênicos resistentes a doenças, o que foi considerado um grande desenvolvimento na promoção da pesquisa de plantação de transgênicos.
As espécies ainda precisam de registro e ensaios de produção – que levarão de 3 a 5 anos – antes da plantação comercial poder, possivelmente, começar.
Clive James, fundador do Serviço Internacional para Aquisição da Aplicação de Agri-Biotecnologia, que a China já permitiu o uso da tecnologia transgênica e que “levará outros países da Ásia, e até mesmo o mundo todo, a usá-la”.
Huang Dafang, membro do Comitê de Biosegurança do Ministério da Agricultura Chinês disse que os dois tipos de arroz geneticamente modificados, desenvolvidos pela Universidade de Agricultura Huazhong, ajudará a reduzir o uso de pesticidas em 80%, e a produtividade aumentará cerca de 8%. |